novembro de 2017 | Edição 688
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Volvo autônomo brasileiro
Testado em operação real e já comercialmente viável, o VM Autônomo elimina a perda por pisoteamento de brotos durante a colheita de cana, responsável por cerca de 12% da produção anual de cana de açúcar. O caminhão, sozinho, elimina 4% dessa perda.

Wilson Lirmann, presidente do Grupo Volvo América Latina, diz que “Este é mais um lançamento que vai revolucionar o transporte no agronegócio brasileiro. Mais uma vez mostramos a força da inovação e da liderança em tecnologia presentes no DNA da Volvo”.

O novo caminhão foi desenvolvido em pouco mais de um ano e testado com sucesso nas lavouras da Usina Santa Terezinha, empresa do Grupo Usaçúcar, de Maringá, no Paraná.

Sem motorista, roda ao longo das linhas de plantação, sem passar por cima das soqueiras (brotos), com precisão de 2,5 cm, reduzindo a queda da produtividade a valores mínimos.

Paulo Meneguetti, diretor financeiro e de suprimentos do grupo, explica que “Não esmagar os pés de cana remanescentes na colheita era uma antiga reivindicação. O pisoteamento das soqueiras é hoje o principal malefício da cultura de cana de açúcar no Brasil, maior inclusive que os problemas de clima e pragas.”

A precisão no trajeto do caminhão pela plantação é extremamente importante, já que as soqueiras resultantes da colheita vão se transformar em pés adultos de cana-de-açúcar nas safras seguintes.

O replantio canavieiro é feito a cada cinco anos, com uma média de cinco safras por plantio. Como a colheita ocorre num período curto de tempo, o trabalho tem que ser feito 24 horas por dia, sete dias por semana. Devido a severidade própria da operação, da pouca visibilidade noturna e da palha que cai sobre o solo, o motorista não consegue conduzir o veículo sem pisotear os brotos.

Entra aqui a tecnologia autônoma da Volvo, desenvolvida pelos engenheiros da empresa em Curitiba, no Paraná, em colaboração com os especialistas da marca na Suécia e os técnicos da Usina Santa Terezinha.
“Trazemos para o Brasil o que há de mais avançado nesta área e também desenvolvemos tecnologia de ponta no país”, diz o diretor.