novembro de 2017 | Edição 687
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Novo tipo de partícula
Toda partícula fundamental no universo possui uma antipartícula, com a mesma massa mas uma carga elétrica oposta. Se as duas se encontrassem, elas se aniquilariam numa explosão de energia. Há muito esta mesma teoria postula que há uma exceção a essa regra, com certas partículas aparecendo como sendo suas próprias antipartículas.

O físico americano Enrico Fermi (1901-1954) descobriu o elemento químico férmion produzido pela irradiação interna do plutônio, símbolo Fm, peso atômico 257, número atômico 100. O férmion é uma partícula subatômica, como elétron ou nêutron, que ocorre sozinho a qualquer momento a um determinado nível de energia

A teoria data de 1937, quando o físico Ettore Majorana descobriu uma falha na família fermion de partículas. Protons, elétrons, nêutrons, neutrinos e quarks todos têm antipartículas correspondentes mas, de acordo com os cálculos de Majorana, deveriam ter suas próprias antipartículas.

Os melhores candidatos a ser esses férmions seriam nêutrons e neutrinos, já que não têm carga - mas nesse meio tempo foram descobertos os antineutrons. Ainda há muitas dúvidas sobre os neutrinos e uma série de experimentos estão sendo feitos para determinar se eles são efetivamente suas próprias antipartículas. A enorme dificuldade desses experimentos coloca a resposta ainda pelo menos uma década à frente.