novembro de 2017 | Edição 688
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O Prêmio Nobel de Física
Prevista por Albert Einstein há mais de um século, as ondas gravitacionais foram finalmente descobertas por três cientistas, o catedrático Rainer Weiss e os físicos Kip Thorne e Barry Barish– e vão mudar para sempre a Física.

Os ‘ripples’ (ondulações, encrespações) no espaçotempo detectado pelo projeto LIGO foram resultado de uma colisão entre dois buracos negros 1,3 bilhão de anos atrás. Ao chegarem à Terra, as ondas gravitacionais já estarão muito fracas e para detectá-las seria necessário o uso de instrumentos extremamente especializados, chamados interferômetros.

Embora observado pela primeira vez em setembro de 2015, o LIGO não confirmou oficialmente sua detecção das ondas gravitacionais até fevereiro de 2016, pois os pesquisadores queriam estar certos de sua descoberta.

A detecção das ondas gravitacionais mudou a astrofísica para sempre, não apenas porque confirma a teoria geral da relatividade de Einstein, mas também porque ilustra nossa capacidade de observar o universo de maneira que nunca antes fora feito. Graças ao LIGO, podemos agora ‘ouvir’ o universo, de maneira nunca antes possível, numa apreciação de como o universo expandiu e continua a expandir.

Embora os três laureados Nobel fossem os pioneiros deste trabalho, fazendo contribuições inestimáveis ao projeto LIGO, essa descoberta foi o produto de décadas de trabalho de vários grupos de pesquisadores, e Thorne não quer ficar com todo o crédito: ‘O crédito deve ir a todas as pessoas que construíram o detector e aos membros da colaboração LIGO-Virgo (este último um grupo de apoio de astrônomos).

Thorne ainda espera mais: “Uma quantidade enorme de rica ciência sairá disso. Agora temos a capacidade de saber exatamente a fonte das ondas gravitacionais, observando e acompanhando com grande precisão este extraordinário fenômeno.”