novembro de 2017 | Edição 688
clique p/ampliar
O cavalo-elétrico da Tesla
Carregado. O primeiro desses números num conjunto cavalo/reboque com 40 toneladas de peso nas costas, significa deixar para trás um carro 1.0 – e cobrir distâncias de 800 quilômetros a médias de 105 km/h, mesmo com longas subidas. Os grandes cavalos diesel, nestes momentos, estarão esguelando a 70 km/h.

Outra grande vantagem do elétrico é seu uso em rotas de 400 km de ida, outros 400 km de retorno, com troca do reboque e sem necessidade de recarga elétrica.

Interessante é a posição do volante, no centro da cabine e bem mais à frente que nas cabines normais. A posição central do volante traz industrialmente outra grande vantagem: o cavalo pode ser usado em mãos de trânsito à esquerda ou à direita, não importa onde ele seja construído. Por esta mesma razão, o volante pode também ser colocado mais à frente, já que não há motor abaixo da cabine (os motores elétricos são colocados dentro das rodas).

Elon Musk, CEO da Tesla, considerado por muitos o atual gênio do transporte, não disse quando o cavalo elétrico estará à venda, mas que os cavalos mecânicos tradicionais acabarão custando 20% mais caros por quilômetro. O cavalo elétrico, garante ele, entrará em produção em 2019, seu preço será de 7 cents por kWh e que, depois dele, comprar um cavalo mecânico será suicídio econômico.

A outra grande surpresa

Elon Musk, também a seu típico jeito, mostrou uma outra grande surpresa: o novo roadster. Sem avisar ninguém e sem nem mesmo uma penca de lindas meninas, só um carro girando no palco, em meio a uma série de números para lá de extraordinários.

Para começar, 0 a 60 mph (milhas por hora, 96 quilômetros por hora), em 1,9 segundo - a primeira vez que um carro de produção fica abaixo de 2 segundos. Como se isso não fosse suficiente, zero a 100 mph (160 km/h) em 4,2 segundos. Com o público quase urrando de júbilo, Musk disse que a máxima é de 150 mph, ou 240 km/h - e que o quarto de milha é feio abaixo de 9 segundos.

Mais importante do que tudo isso, porém, é o pacote de baterias (o carro é elétrico) de 200 kWh capaz de rodar mais de 600 milhas (imaginem mil quilômetros) sem precisar recarregar (mais urros).

Curiosamente, o carro é chamado por Elon Musk de roadster – mas tradicionalmente um roadster é um conversível dois lugares e o automóvel mostrado é um 2+2, com dois lugares na frente e dois (geralmente menores) atrás. Ninguém vai ligar para isso