setembro de 2018 | Edição 708
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Para-quedas supersônico
Para quem o observa, o que traz problemas não é o paraquedas em si , e sim a distribuição da carga que ele carrega.

Pense tranqüilo no paraquedas triplo que depositou as cápsulas Apollo na superfície do mar no início do programa espacial americano na década de 50 – e no fato de que praticamente não existiam engenheiros especializados em paraquedas.

No começo do atual milênio, porém, a NASA passou a precisar de depositar veículos na superfície marciana e para isso tinha de fazer seus paraquedas lidar com cargas muito maiores e mais pesadas.

Seus engenheiros pesquisaram o que havia de literatura sobre paraquedas e descobriram que ela simplesmente não existia. Com a mania americana de colecionar coisas, viram que um colecionador na eBay havia comprado tudo o que havia de pesquisas sobre paraquedas e cargas e guardado num novo museu na Flórida.

O engenheiro Ian Clark, que lidera o grupo de paraquedas supersônico no Jet Propulsion Laboratory, percebeu que os experimentos computacionais existentes mostravam que os testes antigos não eram suficientes para construir um modelo atual eficiente. O editor contribuinte da revista WIRED, Brendan Koerner, viu que checar foto a foto dos filmes simplesmente não seria suficiente – e que os pesquisadores teriam de focar menos na matemática e mais em seu próprio sexto sentido.