outubro de 2018 | Edição 712
clique p/ampliar
A Ford e seu futuro imediato
Na quarta-feira 2 de maio a notícia que mais deixou boa parte dos Estados Unidos assustada foi a que a Ford estaria deixando de produzir automóveis.

A Bloomberg saiu com uma chamada de primeira página dizendo em letras garrafais “A Ford está Pronta para Abandonar os Sedãs Americanos.” A Jalopnik, especializada em indústria automotiva, deu chamada de um de seus artigos como “Por que a Ford Matou seus Carros.”

A Ford, porém, não está acabando com seus automóveis de passeio – está apenas simplificando sua oferta desses carros. Logo manterá apenas seus Fiesta, Mustang, Fusion, Taurus, Focus Active (este em 2019), SUVs e trucks ( veículos de carga, de ‘picapinhas’ a pesados de 40 toneladas).

Em sua conference call (reunião com a Imprensa por telefone) no começo desta semana, deixou algumas coisas bastante claras. Vejam:


'Possibilitar o progresso humano pela liberdade de movimento sempre foi central à nossa missão e é a razão de termos sucesso há 115 anos. Manteremos nossa herança ao transformar nosso modelo de negócio capitalizando as tendências que acabei de descrever: fazer escolhas inteligentes que integrem a melhor tecnologia; e prover nossos clientes com as mais confiáveis plataformas de mobilidade e serviços da indústria.

"Como eu disse, uma dessas escolhas é a da tecnologia autônoma. Teremos de desenvolver o serviço veicular de chamada individual pessoal e de entrega de objetos mais confiáveis.
"Nossos associados na Argo AI e nosso próprio pessoal estão prontos para entregar em 2021 um veículo em escala comercial para o movimento de pessoas e objetos.

No contexto do plano da Ford de passar para veículos sem motorista, a ideia de simplificar sua linha de produtos faz muito sentido: será muito mais fácil construir uma plataforma autônoma dentro de uma linha de veículos mais fechada, de menor variação. Construir carros autômonos é complicado, mas imaginem o que é escrever software para 10 modelos diferentes, com entreeixos, giros de 180 graus, alturas ao solo e por aí vai.”

“Ford e outras companhias estão olhando firmas como Netflix e Amazon para falar de ‘mobilidade como um serviço’ (MaaS). A firma de pesquisas Deloitte diz que em 2025, para os residentes de uma média ou grande cidade, será desnecessário possuir um automóvel.”

Bill Gates confessa que “se você inventar algo revolucionário nesse campo, valerá 10 Microsofts,” ou “18 vezes mais do que smartphones, tablets e PCs – combinados.”

O Bank of America terá um impacto econômico anual de $14 a $33 trilhões em 2025.