maio de 2018 | Edição 700
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Bosch fala de revolução – a diesel
A Bosch semana passada soltou uma enorme bomba, totalmente inesperada: uma nova tecnologia que, se for real, produzirá motores diesel mais limpos do que os próprios elétricos. E sem novos componentes ou aumento de custos.

Diz a companhia: “Os novos desenvolvimentos da Bosch permitem redução tão drástica de óxidos de nitrogênio (NOx) que não é preciso trazer outras peças e componentes. No coração da solução está um sistema de gerenciamento de fluxo de ar altamente funcional e de recirculação dinâmica de gases de escape – com controle adaptivo (leia: de aprendizado) de estratégias que usam inteligência artificial (AI).”

O sistema reduz efetivamente os níveis de NOx quando os gases de escape estão acima de 200 graus Celsius, de tal maneira que o novo sistema ajuda a evitar picos de emissões vindos de condições mais agressivas.

Uma vez que o sistema AI é incorporado, as emissões diesel deixam de ser um problema e essa nova geração de queimadores terão “impacto quase zero na qualidade do ar”.
Foi a possibilidade quase completa da morte do diesel que levou os engenheiros a achar soluções “para o mundo real,” disse Volkmar Denner, CEO da Bosch, ao jornal inglês Financial Times.

O novo teste de emissões real que a União Européia vem fazendo desde setembro, não segue um ciclo de carga pré-determinado. Cortar os níveis de NOx tão dramaticamente foi muito bem recebido pela agência California Air Rosources Board, que continua lidando muito duramente com a Volkswagen.

A Bloomberg New Energy Finance espera que em 2025 um carro a gasolina custe de R$ 1.500,00 a R$ 2.000,00 a menos do que um a diesel. Ola Källenius, chefe de desenvolvimento dos automóveis Mercedes-Benz, mostrando os novos E-Class diesel Hybrid, declarou que “com a tecnologia certa, o diesel tem futuro.”