março de 2019 | Edição 716
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A pior epidemia da história
Os Estados Unidos passam pela pior epidemia de drogas da história da humanidade. A cada dia quase 200 americanos morrem de overdose, equivalente a mais de 72.000 mortes por ano, mais do que o número de acidentes automotivos e de assassinatos combinados.
No ano passado, o presidente Donald Trump garantiu que lutaria contra esta crise com toda a enorme força do governo federal.
Na linha de frente estão três firmas aparentemente ridiculamente pequenas para uma guerra tão grande e avassaladora, mas que se der certo gerará direta e indiretamente bilhões de dólares.
A primeira delas está desenvolvendo um produto hoje conhecido como ‘droga dos seis meses’, em que um viciado que consumir uma droga convencional passará daí em diante seis meses sem conseguir aceitar o gosto ou o cheiro dela. O custo de uma ação de uma dessas firmas é de um dólar.
Paralelamente, a agência governamental Food and Drug Administration, FDA, Alimentos e Drogas, já deu sua aprovação a uma segunda droga, baseada em maconha, que é segura, não viciante e barata (também um dólar por ação). A terceira firma é israelense e custa hoje cinco dólares a ação.
Se uma, ou ambas dessas drogas, realmente funcionar, o horror químico poderá estar a caminho da auto-destruição, o país será ainda melhor, mais rico e sem dúvida alguma dará a seu atual não muito simpático presidente a garantia de reeleição.