março de 2019 | Edição 716
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O hidrogênio
Dentro de algumas décadas, os veículos elétricos a bateria serão mais da metade das vendas automotivas globais – e ainda assim estarão muito próximas dos assim-chamados 'veículos finais’, que serão também elétricos mas não a bateria e sim com tecnologia de célula de combustível.

Os veículos a células de combustível não emitem mais do que vapor d’água, têm consumo equivalente a 2x o de um motor a combustão e andam a hidrogênio, o elemento mais abundante em todo o universo.

Alguns anos atrás, o custo de produção de 1 kilowatt-hora por uma célula de hidrogênio era de US$ 1.000 e a tecnologia estava em início de sua exploração. Hoje, o Departamento (ministério) de energia americano diz que o quilowatt-hora é de US$ 53, ainda assim caro demais para o mercado de varejo. Com desenvolvimento continuado, o DOE espera que os custos continuem a cair, até US$ 40 por quilowatt-hora em 2020 e daí para a frente sempre mais para baixo.

O mercado global de veículos a células de combustível é hoje de US$ 2 bilhões. Entre 2013 e o fim de 2017, foram vendidos 6.400 veículos a células de combustível no mundo. Agora, com preços mais baixos, a Hyundai fez um investimento maciço de US$ 6,7 bilhões para vender 700.000 unidades por ano a partir de 2020, a China produz 1 de cada 3 carros novos e o panorama todo muda.

E não só carros: a Shandong Heavy Industries tomou o controle de fazer 2.000 ônibus por ano da Zhongtong Bus, que já disse que vai fazer 2.000 deles na província de mesmo nome.

Embora a capitalização desta pequena companhia de tecnologia celular seja de apenas US$ 20 milhões, os motores e geradores elétricos hoje funcionantes já são obsoletos. Essa mudança é uma extraordinária inovação que muda a maneira em que a potência é distribuída dentro do enrolamento da bobina.

Isso já visto, mas não entendido, 200 anos atrás.