julho de 2019 | Edição 723
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A guerra dos submarinos
Os mesmos medos, as mesmas valentias, as mesmas descobertas (opostas) dos aviões

Mais interessante ainda, os dois nasceram e floresceram à mesma época em que esses futuros tripulantes tiveram de estudar muito geografia, matemática, química, física e línguas, para poderem falar e trocar algum conhecimento com as pessoas encontradas.

Os cálculos para estimativa de posição passaram de formas aerodinâmicas a hidrodinâmicas para mínimo ruído, máxima velocidade e cálculos de estimativas de posição, que deram lugar à navegação inercial e por satélite.

Na Primeira Guerra Mundial, os submarinos só viam pelo periscópio; na segunda, seguiam por canais de rádios grosseiros.

Na Guerra Fria, sistemas miniaturizados de radar podiam ficar somente com o periscópio fora d’água. Muitos submarinos rebocavam equipamentos de rádio¬gravadores.

Na época moderna, a maioria dos países não seguiu o exemplo da China, Estados Unidos, Grã Bretanha e Rússia, considerando seu custo alto demais e preferindo continuar usando submarinos a diesel - mesmo com tecnologias bastante modernas. Hoje, há três classes de submarinos em uso: os bombardeiros, ‘classe’ de 1950, contendo SLBM, ou misseis com uma ou mais ‘cabeças’ nucleares, cuja missão primária é bem conhecida e muito simples: devem deixar o porto, desaparecer e retornar três meses mais tarde para lançar sua carga letal.

Os da ‘classe’ 2000 são usados apenas pela Rússia, para atacar alvos de alvo médio ou pequeno. São de uso balístico tático, não estratégico.